Monsters of Rock 2026
Quando um grande festival entrega exatamente o que promete
O Monsters of Rock 2026 foi realmente fora do normal.
Jayler surpreendeu com som firme e presença segura, destacando o vocalista James Bartholomew.
Na sequência, Dirty Honey conquistou o público com o carismático Marc LaBelle descendo para o meio da galera.
A primeira quebra de ritmo veio com Yngwie Malmsteen: técnica impecável, mas show contemplativo e fora de sintonia com o dia de hard rock, destoando do conjunto.
A energia mudou completamente com Halestorm: Lzzy Hale dominou o palco e, em um momento solo apenas com a voz, levou o público a responder de forma intensa do começo ao fim.
No encerramento, Guns N' Roses entrou com a expectativa lá em cima. Axl Rose apareceu mais inteiro e com a voz em boa forma – destaque para "Estranged" com os tradicionais "golfinhos" da plateia, a volta de "Bad Apples" após 21 anos, além de "Junior's Eyes" (homenagem a Ozzy Osbourne) e "Dead Horse", pouco tocada.
O show teve momentos irregulares com músicas menos conhecidas, mas no geral funcionou. No fim das contas, o Monsters of Rock 2026 entregou o que se espera de um grande festival: sete bandas, cerca de 12 horas de música e um pacote que faz sentido no cenário atual, com mais acertos do que dúvidas. Valeu a pena.
"No fim, quem foi ao Monsters saiu com os tímpanos pedindo arrego, mas com um sorriso de orelha a orelha – e se você perdeu, só lamento: o rock não morreu, ele só estava esperando a hora certa para te deixar felizmente surdo."
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